M.I.A

João Luis Prado Simões França é o nome por trás do codinome M.I.A, sigla para Massive Illegal Arts. O pixador e ativista faz intervenções em instituições ligadas ao Estado, ícones turísticos da cidade de São Paulo e monumentos que representam o processo de aculturação no Brasil, com o propósito de promover uma reflexão sobre a liberdade de expressão e a colonialidade do poder. 

 

M.I.A trabalha com extintor no lugar do spray e grava mensagens provocativas em verde, amarelo e vermelho (as cores da África) que frequentemente são alvo de discussão na imprensa. Influenciado por Basquiat, o artista vê suas pixações como uma forma de afrontar a sociedade e questionar a exploração do negro no mercado das artes. “Fazer essas intervenções é por a arte contemporânea lá para todo mundo ver. É o tipo de arte que, através de um curador, talvez nunca entre em um museu ou galeria”, aponta.