CONVIDADOS

SAGA CIDADE conta com a participação de convidados selecionados tanto pela relevância de suas ações artísticas na cidade quanto pela contribuição de seu trabalho para o debate sobre arte no ambiente urbano.

Mario Ramiro

Mario Ramiro é artista multimídia e professor do Departamento de Artes Plásticas da Escola de Comunicações e Artes da USP. Sua obra inclui a criação de intervenções urbanas, redes telecomunicativas, esculturas, instalações ambientais, fotografias e arte sonora. É mestre em fotografia e novas mídias pela Escola Superior de Arte e Mídia de Colônia, na Alemanha, e doutor em artes visuais pela Universidade de São Paulo. O artista é representado pela Zipper Galeria em São Paulo.

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Waldemar Zaidler

O paulistano Waldemar Zaidler é arquiteto, artista plástico e designer gráfico. Participou da primeira geração de graffiti na cidade de São Paulo em trabalhos coletivos com Alex Vallauri e Carlos Matuck. Nas décadas de 1980-90 expôs com frequência regular obras em museus, instituições culturais e galerias. Em 1990 fundou a ZaiDesign, empresa voltada para projetos e produções editoriais, que dirigiu até 2018. A partir de 2007 retomou as atividades acadêmicas e, desde então, é professor em cursos de graduação e pós-graduação em Design.

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Roberta Estrela D’Alva

Roberta Estrela D’Alva é atriz-MC, diretora, pesquisadora, slammer. Membro fundadora do Núcleo Bartolomeu de Depoimentos e do coletivo transdisciplinar Frente 3 de Fevereiro. Bacharel em artes cênicas pela ECA-USP e doutora em comunicação e semiótica pela PUC-SP. É idealizadora e slammaster do ZAP! Zona autônoma da Palavra, primeiro "poetry slam" (campeonato de poesia) brasileiro e curadora do Rio Poetry Slam-FLUP, primeiro poetry slam internacional da América Latina. Em novembro de 2014 foi publicado seu primeiro livro “Teatro Hip-Hop-a performance poética do ator-MC” pela editora Perspectiva.

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Raquel Rolnik

Arquiteta e urbanista brasileira, Raquel Rolnik é professora Titular da Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da USP. Foi Diretora de Planejamento do Município de São Paulo durante a gestão de Luiza Erundina (1989 – 1992). Autora de livros como "Guerra dos lugares: a colonização da terra e da moradia na era das finanças" (2015), “O que é Cidade” (2004), “A Cidade e a Lei - legislação, política urbana e territórios na cidade de São Paulo”(1997). Possui muitos artigos e publicações sobre a questão urbana, colaborou com a Folha de S.Paulo e mantém o Blog da Raquel Rolnik e página do Facebook onde escreve sobre questões urbanas, assim como coluna semanal na Rádio USP.

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Panmela Castro

Originalmente pixadora do subúrbio do Rio, Panmela Castro interessou-se pelo diálogo que seu corpo feminino marginalizado estabelecia com a urbe, dedicando-se a construir performances a partir de experiências pessoais, em busca de uma afetividade recíproca com o outro de experiência similar. É mestre em Artes pela UERJ; realizou projetos em mais de 20 países; teve seu trabalho exposto em instituições como o Stedelijk Museum; e está em coleções como das Nações Unidas. Recebeu inúmeras nomeações por seu ativismo pelos direitos humanos incluindo como uma das 150 mulheres bombando no mundo pela revista norte-americana Newsweek.

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OZI

OZI é paulistano e faz parte da primeira geração do Grafitti brasileiro, quando iniciou suas primeiras intervenções urbanas com Alex Vallauri, Carlos Matuck, Waldemar Zaidler, John Howard e Maurício Villaça. Desde então, vem desenvolvendo sua pesquisa sobre a técnica de estêncil, criando suas obras a partir de uma estética Pop. Em 1985, registrou na rua a sua primeira arte com estêncil, técnica que acabou se tornando a sua marca registrada durante toda carreira artística. Em 2016 apresentou a exposição OzZI 30 anos de arte urbana no Brasil com um acervo considerável de suas obras e matrizes, documentos pessoais, fotografias e depoimentos de artistas contemporâneos seus e de novas gerações.

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OSGEMEOS

Gustavo e Otávio Pandolfo, OSGEMEOS, sempre trabalharam juntos. Quando crianças, desenvolveram um modo distinto de brincar e se comunicar por meio da arte. Com o apoio da família, e a chegada da cultura Hip Hop no Brasil nos anos 80, OSGEMEOS encontraram uma conexão direta com seu universo mágico e dinâmico e um modo de se comunicar com o público. Exploravam com dedicação e cuidado as diversas técnicas de pintura, desenho e escultura, e tinham as ruas como seu lugar de estudo. Realizaram inúmeras mostras individuais e coletivas em museus e galerias de diversos países, como Cuba, Chile, Estados Unidos, Itália, Espanha, Inglaterra, Alemanha, Lituânia e Japão.

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Narcelio Grud

Narcélio Grud iniciou-se artisticamente ainda quando criança. Teve seu primeiro contato com o spray, no início dos anos 90, na cidade de Fortaleza. Na pintura, Grud desenvolve uma temática que aborda a questão das relações, do outro como complemento, das fusões. Um mix entre a matéria e o espírito. Sem boca, sem ouvidos, de olhos fechados, uma comunicação possível e profunda. Nos últimos anos, vem explorando as outras vertentes que a arte lhe oferece, como esculturas e instalações. Formado em Design e inquieto por natureza, Narcélio Grud sempre busca a novidade no ambiente artístico.

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Mundano

Mundano é um ativista paulistano e reconhecido internacionalmente por seu graffiti paporreto. Seja no espaço público, em galerias mundo afora, nas palestras que realiza, ou em mais de 320 carroças de catadores e catadoras de materiais recicláveis grafitadas e espalhadas pelas cidades, sua luta é sempre a mesma: trazer visibilidade, amplificando vozes muitas vezes ignoradas pelas ruas. A preservação do meio ambiente e os direitos humanos universais são a base de seu ativismo que transcende as tintas.

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Claudia Vendramini

Professora colaboradora do CELACC – ECA/USP, atua com pesquisa e projetos/processos em arte, cultura e educação. Mestra em Ciências, pelo Programa de Pós-Graduação Interunidades em Museologia, PPGMUS-USP, em 2017; especialista em Gestão de Projetos Culturais pelo Centro de Estudos Latino-Americanos sobre Comunicação e Cultura – CELACC – ECA/USP, em 2014; e licenciada em Educação Artística pela Faculdade de Artes Plásticas, na Fundação Armando Álvares Penteado – FAAP, São Paulo, em 1988. Colaborou com A CASA Museu do Objeto Brasileiro, entre 2003 e 2015, e também atuou nas 29ª e 32ª Bienais de São Paulo, além gerenciar o Programa Educativo da Fundação Bienal de São Paulo entre 2017 e 2019.

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Mauro Neri

Veracidade, como também é conhecido, Mauro Neri, preto miscigenado com origem no Grajaú, na periferia sul de São Paulo, brinca e desenha desde a infância. Por volta do ano 2000 se descobre educador, muralista, artista plástico, grafiteiro e pichador. Formado em licenciatura em Artes Visuais, frequentou a Academia de Belas Artes na Itália, é co-responsável pelo Encontro de graffiti Niggaz, do movimento Imargem Cartograffiti e Infograffiti; projetos multidisciplinares que articulam os eixos temáticos: arte, edu-comunicação, memória, meio ambiente e direito à cidade. Expõe nas ruas e instituições públicas e privadas em dezenas de cidades no Brasil e no mundo.

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Marcelo Cidade

Marcelo Cidade (1979) é formado em Artes Plásticas pela Fundação Armando Álvares Penteado (FAAP), em São Paulo, cidade onde vive e trabalha. Cria obras que expressam conflitos sociais complexos e trazem sinais e situações da rua para espaços dedicados à arte. Um de seus interesses particulares é o espaço público de áreas urbanas e o fluxo tecnológico da nossa sociedade de vigilância.

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M.I.A Massive Ilegal Arts

Com a intenção de traduzir o cenário de uma sociedade que, desde os primórdios, tem caráter preconceituoso / discriminatório e que sustenta um modelo de 'apartheid cordial' - alicerce da formação brasileira - o artista plástico paulista João França, mais conhecido como M.I.A @massive_mia (MASSIVE ILEGAL ARTS), vem colorindo e mostrando em suas ações, intervenções e performances, o quão invisível ainda é a voz da maioria. Seus atos político-artísticos separam opiniões e geram questionamento, o princípio mais genuíno do campo da Arte. Para alguns, o artista é um vândalo, alguém que deve ser desqualificado, temido, preso e punido. Para outros, M.I.A. é um artista militante generoso, expressivo, conciso e coerente com sua formação educacional na cultura do PIXO.

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Geandre Tomazoni

Formado por arquitetos e artistas, o Bijari é um centro de criação de artes visuais, multimídia e design, em São Paulo, e atua criando projetos com foco nos conflitos relacionados à existência humana dentro do universo urbano. Intervenções urbanas, performances, vídeo-projeções são os meios usados para se estabelecerem experiências onde a realidade é investigada. Tendo boa parte de sua produção realizada e exibida em espaços não institucionais, como praças, ruas, avenidas e centros comerciais, o grupo já participou também de diversas mostras e exposições individuais, coletivas, além da Bienal do Fim do Mundo (Ushuaia, 2007), na qual apresentaram a intervenção Por que Lutamos?.

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Fefe Talavera

Ela teve um aprendizado artístico regular na FAAP, e deixa claro que tudo o que ela realmente aprendeu e busca expressar foi encontrado na rua.  Vem do tremendo choque sentido diante da realidade brutal que a cidade grande oferece aos seus olhos, do impacto e dos contrastes sociais, da inquietante percepção de cenários e temas que nenhuma academia sequer poderia imaginar.

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Enivo

Enivo firmou um pacto vital com a arte e sua essência aos 12 anos de idade, por meio da primeira experiência com o Graffiti, em 1998. Desde então, marca as ruas da cidade com a materialização de idéias, expressão de sentimentos e questionamentos, por meio da imagem. Enivo afirma que todas as mutações em sua obra são como portais para o novo; entende que a técnica, conceito e expressão transitam de forma cíclica. Graduado em Artes Plásticas pela Faculdade Paulista de Artes, é também arte-educador na partilha de conhecimentos e vivências com jovens focados em pesquisar e produzir arte. É sócio fundador da A7MA Galeria.

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Djan Ivson

Djan Ivson (Cripta) é, além de pixador, artista e documentarista. Ainda garoto, Djan conquistou legitimidade nas ruas como pixador por escalar muitos prédios no centro da cidade de São Paulo para deixar sua marca. Passou a defender a causa dos jovens periféricos da metrópole, tornando-se espelho para aqueles que desejam sair da invisibilidade social por meio da arte. Fora das ruas, ele age como um agente externo no campo acadêmico e das artes. Articulado com seu discurso consistente sobre a pixação, atualmente, Djan participa de palestras, seminários e exposições de arte dentro e fora do país, além de conceder entrevistas como artista pixador para diversos veículos de comunicação.

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