Arte ou vandalismo?

Claudia Vendramini, Djan Ivson e Mauro Neri

Pixo, arte, vandalismo. O pixador é o bárbaro da era moderna?

Se a vida nos condomínios foi pensada para separar pessoas de classes sociais diferentes, o pixo se consolidou como uma das principais formas de resistência à segregação. Este é o desabafo de Djan Ivson, artista visual paulistano que, desde 1996, integra a gang “Cripta”. Para Djan, o que o pixador realmente reivindica é “o direito de se manifestar no espaço público”, uma necessidade humana que a muitos é negada.

A professora e colaboradora do CELACC-USP, Claudia Vendramini, e o artista, ativista, educador e grafiteiro Mauro Neri, discutem aqui o processo criativo do pixo e a crítica estética dentro do movimento. Nesta acalorada discussão sobre linguagem das ruas e a contra-hegemonia, eles se entrevistam mutuamente e refletem juntos sobre como aqueles que estão à margem criaram “um circuito de valorização, reconhecimento e memória dentro de uma sociedade que deu as costas para eles”, como Djan aponta.

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